Aquele que não é ninguém
E é todos ao mesmo tempo
O pobre, o negro, o índio
O que sofre, o que não tem
Um choro calado no escuro
Um editor sem revista,
Um comunista pós-queda do muro
Judeu na Alemanha nazista
Palestino em Israel
Operário de chão de fábrica
Escritor sem caneta nem papel
Porta-estandarte de bandeiras coloridas
Nas marchas da paz, dos povos andinos
Ou na dos gays que tomam avenidas
Apenas mais um que luta
Que se esconde para ser visto
Um desempregado, uma prostituta
O marginal, o marginalizado
O manifestante criminalizado
Um Che Guevara encapuzado
A minoria na hora de sofrer
A maioria na hora de ficar calado
Um zapatista em Chiapas,
Um Sem-Terra no Brasil,
Estudante sem passe-livre
Um guerrilheiro sem fuzil
O cachimbo e o passamontanha
Fazem parte da indumentária
Fumaça, capuz e palavra
Armas da retórica libertária
Um renegado que persiste
Soldado pra que não haja mais soldados
A lúdica lucidez que resiste
Salve, salve Subcomandante Marcos.
A lúdica lucidez que resiste
Publicado: 25/10/2011 em rima, zapatismoTags:ezln, subcomandante marcos, versos
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